Proposta Sui Generis

19/12/2008 at 12:53 (Editorial) (, )

Verifica-se no meio editorial brasileiro, a existência de diversas revistas que abordam amplamente o estilo musical ROCK, mas também uma imensa lacuna relacionada ao sub-gênero ROCK PROGRESSIVO.

Este sub-gênero possui características bastante diferentes das que normalmente se identificam como pertencentes a “Música Rock”.

Em vez de canções curtas e ritmadas, apropriadas para a dança e para a “agitação dos corpos e mentes juvenis”, observamos obras de longa duração, de grande riqueza instrumental e englobando influências estilísticas tão diversas como a Música Erudita, o Jazz, a Música Folclórica e a Mùsica Eletrônica.

Surgido na Inglaterra, no ano de 1967, é um estilo musical tão rico e variado e com tão bela e sofisticada complexidade, que já é considerada por muitos estudiosos como a “Música Clássica do Futuro”.

Ao mesmo tempo conseguiram também a façanha de atingir enorme popularidade entre os jovens, principalmente na Inglaterra, Alemanha, Itália, França, EUA e Japão, onde diversos de seus expoentes obtiveram enormes vendagens dos seus discos e centenas de vezes conseguiram lotar estádios em seus shows.

Entre os mais famosos grupos e artistas de Rock Progressivo estão os ingleses PINK FLOYD, GENESIS, YES, JETHRO TULL, RENAISSANCE e SUPERTRAMP, os norte-americanos KANSAS, os alemães KRAFTWERK e TANGERINE DREAM, o francês JEAN-MICHEL JARRE e o grego VANGELIS, sendo estes 4 últimos, notáveis representantes da corrente do chamado Progressivo Eletrônico.

No nosso Brasil, o Rock Progressivo também possui verdadeiras legiões de fãs. Estes, não somente prestigiam em massa os shows das bandas estrangeiras que aqui aportam, como pertencem também a um dos maiores mercados compradores de discos em todo o mundo.

Dessa forma, muitas bandas nacionais também adotaram o estilo, desde o início dos anos 70 até hoje. Entre elas podemos citar os paulistas OS MUTANTES, CASA DAS MÁQUINAS, SOM NOSSO DE CADA DIA, TERRENO BALDIO e VIOLETA DE OUTONO, os cariocas O TERÇO, A BOLHA, QUATERNA RÉQUIEM, BACAMARTE e TEMPUS FUGIT e os mineiros SAGRADO (e o músico Marcus Viana, famoso compositor de trilhas sonoras televisivas), SOM IMAGINÁRIO, MARCO ANTÔNIO ARAÚJO, CÁLIX e CARTOON, todas muita queridas e conceituadas, inclusive entre o público e crítica especializada estrangeira.

De fama e importância no contexto nacional e internacional também os  grupos gaúchos BIXO DA SEDA, CHEIRO DE VIDA, RAIZ DE PEDRA, POÇOS E NUVENS e APOCALYPSE, tendo este último vários CDs lançados na Europa.

Ainda na Região Sul, com grande potencial para 2009, o catarinense CASA DE ORATES e os paranaenses GOYA e SOPRO DIFUSO.

Então, analisando as informações, percebe-se facilmente a existência de um grande público para consumir esse tipo de produto e a conseqüente necessidade de uma revista específica de Rock Progressivo. Dentro dessa oportunidade, propõe-se a criação de uma revista especializada neste gênero e em todas as suas ramificações.

Equipe:

Ana Barbara Vicentin ( anabarbarav@gmail.com )

Ana Paula Vicentin ( anapaulavicentin@yahoo.com.br)

Claudio Fonzi ( renaissance.claudio@gmail.com )

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1 Comentário

  1. Daniel said,

    Há uma pista sobre o destino de David Durant que fez o vocal do primeiro disco da Mandalaband (por sinal, o melhos dos três). Veja o comentário de Tony Creswell (batera da banda na época do primeiro disco).

    What ever happened to David Durant who was the vocalist on the first Mandalaband album as there is no reference to him anywhere – apart from that one album – on the internet?

    After he was sacked by the band, and was replaced by Paul Young who transformed us into Sad Cafe, Dave moved to Bristol where he worked as an actor. In the summer of ’79 I went to visit him.
    By then I, too, had left the band and was living “just down the road” in Somerset. I always felt that Dave had been treated shabbily when he was ditched in the name of ambition, and I went to seek absolution for my part in this injustice.
    As one might expect, of a fine human being with higher aspirations than the world of pop music, he left me knowing he would not look back on his brush with the ” biz” with either regret or bitterness.
    Dave’s Swiss girlfriend, Heidi, had been trained in Cinematography and she was obviously a strong influence on their decision to move to Switzerland where Dave planned to finish his novel, the theme of which he would not disclose!
    Wherever Dave may now be I hope, and assume, that he is leading a rich and rewarding life.
    Om Mani Padme Hum, Dave.
    PS. Love is the first part of evolution, spelt backwards.
    Tony Cresswell

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